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ELAS

QUEREM

TORCER

     Não é de hoje que elas lutam pelo seu espaço, o conceito de arquibancada como ambiente masculino é histórico e remete ao início do século XX. As mulheres são responsáveis por exercer um papel fundamental na origem do termo ‘torcida’, já que, naquela época, as mulheres e filhas de atletas homens iam aos estádios ou parques esportivos com roupas longas e formais. Ainda que sob o calor carioca, elas tiravam as luvas e torciam o suor em um gesto de angústia e luta contra a proibição que lhes cercavam. Ficaram assim conhecidas como ‘torcedoras’.

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    Na transição entre os séculos XIX e XX, fica evidenciado o grande esforço para liberação da participação da mulher no campo das práticas esportivas. A contradição criada em relação à presença da mulher no esporte esteve culturalmente associada à vulgarização do corpo feminino. O governo Vargas, utilizou-se de propagandas com o intuito de desacreditar o futebol considerando-o inadequado à delicadeza das mulheres.

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       Apesar do aumento no interesse das mulheres pelo futebol, ainda existe um grande público a ser explorado. Essa reportagem traz um debate sobre a figura feminina na torcida, onde devemos ressaltar que é um dos elementos mais importantes da construção da identidade nacional brasileira, e parte indispensável ao universo futebolístico, a presença da torcida nas arquibancadas.

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    A falta de representatividade feminina atualmente ainda é escassa, isso tudo é resultado do direcionamento cultural que não estimula estas mulheres, a serem torcedoras, tão pouco contribui para que se aproximem, sem opressões, do mundo do futebol. Diferente dos homens, desde muito jovens, este exercício é feito com uma dedicação cotidiana, seja pela família, amigos, escola e outros. O vínculo com o futebol, inclusive, enaltece sua masculinidade e virilidade. Já para a mulher, em sua vez, existe uma defasagem de oportunidades, em relação aos homens, reforça no imaginário social a ideia de que elas desconhecem tudo aquilo que o cerca: regras, esquemas táticos, histórico de campeonatos, jogadores, técnicos, e história do clube.

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       O grande problema é que o nosso país, consideravelmente machista, coloca a mulher em um lugar inferior aos homens, uma mulher para ser considerada uma torcedora, precisa provar constantemente que entende de futebol, onde é normal os homens duvidarem que elas tenham competência para entender sobre futebol o tanto quanto eles. 

    No dicionário a palavra torcer tem alguns significados, dentre eles: simpatizar com um clube esportivo; dar apoio ou esperar resultado positivo; desejar a vitória de um time, equipe e incentivá-lo.

    É possível perceber que nenhum momento, é citado algo que caracterize gênero ou que é necessário ser expert em futebol, não é?

    Entretanto, para muitas mulheres amar seus times ou até mesmo dar a vida por eles como profissionais em campo ainda é uma luta diária contra a machismo. Mesmo com a presença das mulheres em algumas áreas dentro deste meio como por exemplo, nas arquibancadas onde concentram-se algumas torcidas organizadas femininas, é grande número de torcedoras, porém ainda insuficiente, pois há espaços que precisam ser preenchidos, como os cargos superiores dos times. As mulheres também têm assumido um papel importante, o de inserir os membros mais jovens da família na paixão pelo futebol, função que era exercida anteriormente por homens. E graças a toda resistência, atualmente podemos ver um grande número de mulheres de todas as idades frequentando os estádios de futebol, inclusive entre crianças que são ensinadas a cumprir o ritual de torcer, como: cantar o hino ou balançar a bandeira do clube.

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    A questão é que precisamos mencionar que o futebol nunca foi, nem nunca será um ambiente masculino, EXCLUSIVO para homens. É necessário ter a consciência de que certas atitudes apenas reforçam o machismo e que não podemos continuar sustentando essa realidade. Para muitas mulheres torcedoras, o “país do futebol” assume forma bem controversa, pois até hoje tem reflexos negativos no esporte, como o pouco incentivo ao futebol feminino e a falta de patrocinadores.   

    

     Em cada canto há uma mulher que gosta, torce, e entende sobre futebol, a diferença é que cada indivíduo procura se especializar por aquilo que mais se identifica, as fãs de futebol não devem ser consideradas raras, cada uma deve ser respeitada como qualquer outra pessoa, que curte esporte da mesma forma, que tem como hobbie acompanhar seu time de coração.

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    Essas mulheres não estão disputando espaço na arquibancada, pois ali também é o lugar delas. A luta para finalizar com o preconceito de ser integrante de uma torcida organizada, ou ser apenas uma torcedora amadora, ainda está longe de acabar, porém, o que não faltam são importantes representantes os quais motivam está “modalidade esportiva” do que é ser torcedora.

O QUE VOCÊ JÁ OUVIU?

    Cerca de 85% das mulheres já passaram por essa situação. As mulheres precisam provar o tempo todo que estão ali pelo mesmo objetivo: torcer pelo seu time e  elas só querem fazer parte da festa que o futebol promove, querem existir sem precisar pedir por respeito, sofrer assédio ou sentir medo de estar ocupando o espaço de torcedora, que é um dos seus direitos. 

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Até quando o assédio contra mulher será visto como “brincadeira”?

O que você já ouviu?
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eu, TORCEDORA

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ANNY LIMA
20 anos

     "O Flamengo faz parte de mim, não tinha outro caminho a seguir. O amor vem desde o berço e acho que com o tempo além do amor, vamos aprendendo o respeitar a história que o clube tem e isso faz com que eu seja tão apaixonada por esse time.

    Minha família é toda flamenguista, uma mistura doida de carioca com paraibanos e todos são apaixonados pelo Flamengo. Como uma torcedora raiz, eu já conhecia a Raça Rubro-Negra e sua história, sempre fiquei encantada pelas festas na arquibancada e o amor imensurável que os integrantes tinham pelo time. Sempre foi um desejo meu fazer parte, desde que comecei a frequentar sempre fiquei no meio deles, mas as vezes por vergonha eu evitada, por medo de não ser aceita, ou não ser bem recebida.

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      Quando completei 18 anos, fiz amizade com uns integrantes da torcida organizada da Raça, a partir daí pude conhecer "de dentro" o que era aquele mundo, até decidir entrar para o Movimento Feminino da Torcida, apesar de ainda existir preconceito com mulheres apaixonadas por futebol, pensando em como o futebol ainda é, infelizmente, um ambiente muito machista, me sinto muito bem em ser um integrante de torcida organizada, porque posso servir de inspiração, para todas outras meninas que desejam apoiar o nosso time no melhor lugar, a arquibancada.

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     Apesar das dificuldades que encontramos, os olhares de fora, de quem não vive isso nos dói, de quem nos vê como algo frágil, de quem duvida que possamos meter a cara e ir para uma caravana, fazer parte da bateria ou de tremular uma bandeira no estádio. Não importa onde, precisamos de representatividade.

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    Digo e repito, o incentivo precisa ser frequente, porque nós apresentamos o melhor da torcida e mostramos que ali, também pode ser lugar para qualquer mulher, e independentemente do que já ouvimos de alguém que não nos enxerga como uma torcedora e sim como um objeto de desejo, a falta de respeito por parte dos homens é algo imensurável, um dos piores momentos que passei sendo torcedora, foi ser tocada por homem também torcedor do flamengo, enquanto eu subia a arquibancada. Ele aproveitou o momento que estava muito tumulto para passar a mão em mim. Até quando vamos implorar por respeito?"

LARISSE CARVALHO
28 anos

A "A minha relação com o Flamengo começou com incentivo do meu pai, sempre fui muito apegada a ele, e desde pequena via os jogos em casa em sua companhia, a verdade é que o Flamengo sempre me encantou, até hoje meus olhos brilham ao ouvir falar dele!

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    Eu como torcedora, e mulher, não me sinto rara, já que na minha opinião a questão do "ser mulher" está cada vez menos importando, embora ainda exista muito preconceito, hoje é mais comum ver mulheres nos estádios em todos os cantos do mundo. E como torcedora posso dizer com toda propriedade que uma das coisas que mais me dá prazer é ver o Flamengo jogar, ir ao estádio, sentir aquela energia, é surreal!

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     Sempre tive vontade de ser integrante de uma torcida organizada, mas exigiria muito do tempo que não tenho, para ser uma participante, é preciso se doar ao time, estar nas reuniões, e ainda sim acompanhar todos os jogos, infelizmente a minha rotina não me permite, enquanto isso, sempre que posso vou ao Maraca, ainda me lembro da final da Copa do Brasil em 2013 onde o Mengão ganhou de 2x0 para o atlético paranaense, sem dúvidas, foi um dos melhores dias da minha vida como torcedora.

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     Em relação ao preconceito não me importo com as opiniões alheias, me sinto maravilhada quando, consigo fazer um homem aceitar que mulher entende e pode gostar de futebol como eles. Não só no futebol, mas em todas as áreas consideradas masculinas, já passou da hora da sociedade como um todo, entender que a mulher deve estar onde ela quiser, como ela quiser. O futebol pode ser uma porta de entrada, já que é um esporte que traz grande visibilidade, é de extrema importância a figura feminina nos estádios, sejam elas como torcedoras, ou profissionais do esporte." 

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CRISTIANE ABREU
32 anos

   “Eu nasci Flamengo! Futebol é algo que vem enraizado no brasileiro, desde pequena jogava bola na rua com minhas primas e meus amigos. Meu pai, como bom flamenguista, foi o responsável por levar minha irmã e eu ao Maracanã pela primeira vez, e cá entre nós, quando se vai ao Maracanã, mesmo pequena, se sente a magia da torcida e do esporte. 

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    Eu me associei a Raça Rubro Negra e no começo não entendia direito o que exatamente era uma torcida organizada, Depois de alguns anos aprendi a ideologia da torcida e acredite, é muito trabalho envolvido. Muitos julgam torcidas como marginais e outros termos pejorativos por conta das constantes brigas que acontecem, mas não podemos jamais avaliar só por isso, até porquê pessoas ruins se camuflam dentro de qualquer lugar e com a torcida não seria diferente.


   Nós somos responsáveis por deixar a torcida mais bonita, eu como líder, sempre incentivei a práticas dos projetos sociais, como campanhas de agasalhos, doação de sangue, dia das crianças, entre várias outras. Alguns anos atrás, fui a responsável por criar a campanha do Outubro Rosa para a arquibancada. Nos tornamos a primeira torcida a levar essa causa para os estádios. Cada vez que vejo uma torcida ou clube fazendo algum gesto para essas campanhas, eu fico muito feliz, pois é gratificante ver como podemos incentivar outras pessoas. 


     Ainda existe torcidas que proíbem mulheres de chegar perto de um instrumento, de tremular uma bandeira, pelo simples fato de ser mulher. Essa realidade não me compete, vou lutar a todo custo para todas as mulheres que quiserem assumir esse papel, consigam destaque. Na minha torcida mulher tem voz ativa, inclusive teve mulheres na fundação da mesma. Aqui posso tocar na bateria, tremular uma bandeira, estender a faixa oficial, coisa comum de qualquer torcedor, mas infelizmente a realidade é outra dentro de muitas torcidas pelo Brasil inteiro. 


    Não queremos ser mais do que ninguém, queremos apenas respeito!"

Eu, torcedora
Ser Flamengo
Eu, torcedora

ser flamengo

"Levo no peito e na alma

Flamengo é minha vida

Sei que não existe

história de amor mais bonita."

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THAIS ALENCAR
26 anos

    "A minha paixão pelo Flamengo começou por intermédio da minha mãe, quando ainda morávamos no Maranhão. Ela sempre gostou de futebol e era flamenguista. Já gostava muito, porém isso se intensificou quando vir morar no Rio em 2006, conheci meu marido, e pense numa pessoa louca pelo Flamengo, é ele. Me rendi a toda 

essa devoção, porém ainda me sinto diferente, principalmente no trabalho quando converso de futebol, sempre sou a única mulher comentando sobre os jogos. Alguns colegas de trabalho, até gostam de discutir futebol comigo.

    Uma das maiores loucuras que fiz como torcedora, foi ir pra final da Libertadores, no Peru. Foram dias de viagem, cansaço e exaustão, mas tudo valeu a pena quando vi meu time receber a taça depois de 38 anos de jejum. Chorei como nunca, cantei e gritei até perder a voz como nunca tinha feito em jogo nenhum.

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    Mesmo indo ao estádio acompanhada ainda ouço aquelas famosas cantadas, é triste saber como nós mulheres somos vistas, mais graças a Deus isso vem mudando cada vez mais, as mulheres já estão conquistando seu lugar, principalmente na arquibancada. É comum ver a mulherada no Maracanã, acho que a figura feminina na torcida simboliza igualdade, mostra poder na torcida, precisamos retirar o pre-conceito de que a mulher é um sexo frágil.

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    Estamos no século XXI  isso precisa mudar, e para isso nós mulheres temos que ir cada vez mais longe, frequentar aos jogos e mostrar que com a nossa garra podemos torcer e entender de futebol tanto quanto os homens,  essa ideia que a maioria tem que vamos só para olhar os jogadores bonitos, é coisa de gente que não sabe respeitar, somos um só pelo mesmo motivo: TORCER!"

RENATA DUTRA
22 anos

   "O flamengo está presente em todas às áreas da minha vida, desde pequena sempre fui flamenguista, mas não era aquelas fanáticas, sabe? Mas em 2009 eu comecei a frequentar muito mais o Maracanã com o meu pai e daí surgiu essa paixão. Meu pai é daqueles torcedores bem fanáticos e sempre me despertou curiosidade, achava engraçado como as pessoas “paravam” a vida por causa do futebol, e sem perceber eu fui me tornando uma dessas.

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    Apesar de nunca ter participado de nenhuma torcida organizada, sempre tive vontade. Mas como sou estudante de jornalismo, tenho um pouco de receio de associarem isso a minha carreira profissional, e me prejudicar no futuro. Dizem por aí que jornalista não pode ter time, não concordo, mas isso é uma outra questão a se discutir depois. Mas a vontade de participar? Guardo comigo...

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    Ser torcedora do flamengo é sentir uma energia inexplicável, independente de de sexo, qualquer um que estiver ali assistindo ao jogo, vai sentir, é o momento. Pode dizer com toda certeza, que a melhor coisa que já aconteceu na minha vida foi me tornar torcedora do Flamengo. Eu me sinto uma sortuda. Infelizmente ainda ouço aquelas piadinhas do tipo “Está assistindo por que acha o jogador bonito? ”  ou então “Você é mulher, não entende de futebol”.

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   É visível a discriminação que acontece com a gente por ser mulher, principalmente na roda entre amigos, quando dou algum palpite sobre o jogo, ninguém dá atenção, mas quando meu namorado ou outro homem que esteja junto, abre a boca para falar exatamente a mesma coisa eles não dão só atenção, como também a conversa se estende, é como se nossa inteligência fosse medida a todo momento.  O que acontece que nossa voz, ainda é  pouco levada em consideração. Acredito que já avançamos, porém ainda temos muito a lutar, entende?

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   Mulher gostar de futebol, e frequentar estádio era para ser uma coisa normal, e ainda é visto com estranheza. É de suma importância as mulheres ocuparem os lugares que elas quiserem, e se sentirem felizes sem terem medo ou serem julgadas por isso. Apesar de toda luta para ser torcedora, eu sigo feliz em ser flamenguista."

    "A paixão pelo flamengo veio de herança, do meu avô para o meu pai, do meu pai para mim. Quando eu era pequena, ele me levava sempre aos estádios, porém, por conta da violência começou a não me levar, e me proibir de ir sozinha. Mesmo assim, eu continue indo, até que conheci o lado norte da torcida, me encantei por todos e perguntei como eu poderia fazer parte daquilo.

LUANA SANTOS
26 anos
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     O primeiro passo foi dado, eu comecei a ser integrante da Raça em 2017, lutei contra tudo e todos, por mais que eu soubesse que existiria preconceito, não me limitei a isso, e continuei participando, indo aos jogos e torcendo para meu time de coração. 


   A principal dificuldade de exercer o papel da mulher na torcida, é saber lidar com a rivalidade, na maioria dos jogos os times rivais acabam provocando e insultando a violência, e quando eu presenciei uma dessas cenas, fiquei muito chocada ao ver que a maioria das pessoas não gostam de futebol, elas usam o esporte para expressar o ódio pelo outro.


   Infelizmente, isso até hoje acontece, mas há muita coisa boa por trás de tudo, é gratificante poder acompanhar o time nos jogos e receber o carinho do clube, já que o nosso papel ali é incentiva-los. É muito bom, saber que não estou sozinha, que tem mulheres que gostam e querem estar ali, eu sempre que posso, incentivo minhas amigas a perderem o medo, e conhecerem a torcida organizada, como o nome já diz, existe muito mais organização do que as pessoas que estão de fora pensam.

 

   A gente busca igualdade, respeito e resistência, sempre foi a assim, desde que mundo é mundo, a mulher é vista como inferior aos homens, isso já passou da hora de mudar, precisamos quebrar barreiras a todo momento, e não é só porque o estádio é um espaço maioritário de homens, que nós não podemos frequentar, somos livres para estar, fazer e amar, o que e quem a gente quiser! ”

Contato
"TODA MULHER PODE SER O QUE ELA QUISER SER, e a maioria escolheu ser flamenguista"
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​Trabalho de Conclusão de Curso da Graduação de Jornalismo - 2019.2

Universidade Veiga de Almeida - Campus Tijuca

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Orientador: Luiz Gustavo Lacerda

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